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sábado, 30 de abril de 2011

Meu amor e o Brasil

Novo lar ou velho amigo?
Tudo vira o mundo quando já não há mais razão de explorar
Calma minha alma coisa tonta que espera há longos anos por amar
Sinto o vento em meus cabelos balançando sobre a festa do luar
Velha é aquela que me promete tudo e quando vem não há lugar

Sim, disse o parque ao sabiá. Você já me feriu mais do que de mais
Quero paz mas não a falsa paz que me alimeta e me castiga
Quero amar mais que uma só vez uma mesma menina
Sim! Sim! Sim! Quero saber o que não tem convém e nem me mantém!

Versos para um novo recomeço ou um antigo endereço.
Bom em nada, mas bom em tudo o que lhe é...

segunda-feira, 7 de março de 2011

Roda Vida

Preciso desesperadamente de um violão e por para fora todo esse sentimento
Preciso saber se é verdade o que todos lamentam desde o começo
A vida fora do casulo já não me parece mais tão bonita
São forças tão escrupulosas que abalam até o chão aonde vós pisa

Preciso e alguém que me diga, apesar de tudo, todo mundo tem um fim
Preciso de comida para alimentar a alma que há muito vaga inculta
Castrada como se fossem pássaros presos em uma enorme gaiola
Minha vida não tem fim, nenhuma vida tem fim, talvez assim sejamos o fim

Essa é a verdadeira vida de um senhor azul, por fora todo mundo é igual
Veias e artérias que ninguém pode ver, exceto o amigo do seu perecer
Julgar o que todo mundo já está completamente vazio de saber
Completar o copo com mais sangue, para parar pelo passo do peal

Meus joelhos não querem se mover
Minha vida parou, minha amostra de paz
Meus pés estão sangrando
Minhas pernas já não querem andar

Mais, Mais, Mais, Mais


sexta-feira, 9 de julho de 2010

O adeus do encovado

Ô pai, deixa assim, como está
Vivo de ausências e de me isolar
Como posso ser alguém?
Amar é a emancipação de outrem

Ô pai, vivo assim, como vai
Digo que sim, mas às vezes não sai
Entrego-me com paixão as tuas margens
Vejo lá do alto, no reflexo, a tua imagem

Ô pai, como pode me deixar assim?
Sereno, no escuro, sozinho nesse mundo
Ademais não consigo mais ver, outrossim,
Desculpas já não servem nesse comedimento

Igualmente só eu me perco nesse mar de solidão
Sem voltar e sem amar, eu me vejo tragado pelo mar
Digo adeus aos que não presenciam essa ingratidão
E na outra direção eu me encontro no aquém-mar

Agora entrego a essência da minha alma
Deixo levar toda a minha carência
Para ver se consigo me elevar a espírito
Para ver engrandecer minha vivência

Para sofrer menos nessa condolência
Um perigoso sentimento alheio
Que furto de outra alma perdida
Uma enorme vontade de sentir medo

Agora o adeus já não mais me pertence
Sigo para a luz da vida, ou só mais uma mentira
Uma palavra esquecida por quem merece
Até mais tarde, minha doce ilusão medida

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Sexo e deus

E os deuses acham errado transar
O pecado da carne nós consume
Como se isso fosse certo... condenamos nossa raça

E as músicas vulgarizam o sexo
Palavras necessariamente comuns
Achando isso lindo... dançamos em círculos

As casas não suportam mais o ódio
E as caras não são mais de madeira
Cabeças rolam pelo chão limpo
Limpam as ruas de sangue

E a vida segue sem destino
Como vacas sobre o sol quente
E olhando para o céu...eu digo sou mais um

Mais terra sobre o meu cadáver
Mais sangue sobre o porão
E como culpados...escondemos nosso perdão


E no outro dia está tudo em paz!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Como As Cores Do Senhor

Bem mais fácil do que somente ser, é criar
E tudo o que eu quis se foi sem razão
Como uma árvore no outono, a folhas se vão
Olhe para o horizonte e diga: eu vou te amar

Não tem mais volta, agora a vida nos prendeu
Pedindo perdão para quem nos surpreendeu
Sempre esperando o melhor momento para gritar
É assim que a liberdade é criada, gritada

Só mais uma palavra para finalizar (3x)

Uma música para homenagear um sonhador
Voando em intensas nuvens negras
E sem posição, corro em volta do campo
Minha vida se fez de perdas e medo

Só mais uma palavra para finalizar (6x)

Deitado na grama, chorando, imitando o vento
Vendo os outros passarem reto, sem cor
Como em um velho filme B, porque não A?
Agora sim me sinto vivo, já que ninguém mais consegue me ver

Só mais uma imagem para acabar
E uma sonorização para escutar
Só mais um palavra para finalizar.

domingo, 20 de setembro de 2009

Vida lida em voz alta

Sem sentido, seres eternos
Ao contrario do que foi dito
Muitos amigos estão presos
Minha alma está jogada ao intrépido

Eu estou amando o morto
E estou chorando pelos vivos
Cuidado com a forte tempestade
Ele é feita para crescer

Minha vida jogada na vala
Minhas coisas presas no sótão

O sorriso já não basta
A dor é infinita
O amor é macabro
O sangue, negro!

Minha doce vida mordida pela falta de amor próprio
Entregue essa arma ao nosso deus e rasteje para o céu
Estou indo embora de um mundo mal e cruel
Estou indo em direção ao mais novo inferno

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Everybody

G------------------C
Everybody goes in the war
Everybody goes in the boat
Everybody goes in the stroke
Everybody goes in the midair

G-----------------C
Everybody will be damned
Everybody will fall
Everybody goes in the travel
Everybody goes in the horse

solo de gaita

G----------------------C
Everybody goes to the same side
Everybody will be afraid
-----------------------------D
Everybody will dance the same song
And thinking God
is going to be crying on the shoulder of the air



(tradução)
Todo mundo vai para a guerra
Todo mundo vai no mesmo barco
Todo mundo vai para o curso
Todo mundo vai no meio do ar

Todo mundo vai se danar
Todo mundo vai cair
Todo mundo vai viajar
Todo mundo vai no mesmo cavalo

Todo mundo vai para o mesmo lado
Todo mundo vai ficar com medo
Todo mundo vai dançar a mesma música
E pensando ser Deus vai chorar no ombro do ar

Pixies - Hey

quinta-feira, 30 de julho de 2009

nada DE USado

Sem alma vagam os que nunca quiseram viver
Quem me dera ter um pouco de sua mágica
Meu caro inimigo norte, mina de carne ao sul
Vejo sua sede de vingança em seu olho azul

Escuro o tom de sua pele maltratada pelo vento
Tudo contra quem nunca soube se defender
Agora caminha em direção ao horizonte
Pensando que nunca mais vai ver os montes

Meu senhor libere toda sua majestade
E sinta minha humilde adoração
Quero ser mais um servo seu
Viver em sua sombra, comer de suas sobras

Meu senhor, que testa minha lealdade
A qualquer momento eu espero uma armadilha
Procurando o escravo perfeito
Observando, com atenção, todos os nossos feitos

Agora me redimo pela culpa da traição
Em um dia qualquer eu cai em tentação
Busquei em vão outra forma de viver
E só achei porcaria a seu ver

Diga-me meu senhor, como viver se você?

Em minha existência me sacrifico por ti
Em sua homenagem, em sua exaltação
Vejo que sem ti não sou nada
Sinto sua fé em meu coração

Diga-me meu senhor, como viver se você?

Somos todos hipócritas, egoístas e gananciosos
Como te amar se nunca te vi?
Como te adorar se nunca te senti?
Como te controlar se me sinto preso a ti?

Como um sopro em um verão suado
O prazer esta em Ser Humano

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Santos cegos

Respeitável público, diante da insuficiência em criação apresento-lhes mais uma coisa que se chama poema mas não é. Uma enorme hipocrisia desregulada. Como um legítimo Ser Humano contraditório. Com um alguém sem noção de vida comum, uma merda. Ai vai mais um sofrimento ignorante, um pensar distraído, uma mina de barro.

Somente os santos são nossos amigos
Minha amiga santa engradada em ferro
Como uma mascará de humilhação
Como uma corda bamba de aceitação

Caio do lado errado, o lado mais fácil
Porque o lado difícil não pertence a mim?
Pessoas misteriosas impedem esse sufrágio
Porque continuam a dizer sim?

Somente os santos podem nós salvar
Desconheço a alegria de cantar
Jogado o fogo do desconhecido lugar
Entradas de prata enganam seu olhar

Como se fosse a primeira vez
Gozamos antes de acabar
Cercado por gigantes mais três seis
Fugimos para não nós alcançar



Fundação de Curitiba (1948)
Óleo sobre tela - 2,60 x 5 metros
Teodoro de Bona

sábado, 22 de novembro de 2008

Imaculado

Sempre constante, perdido na foto do álbum
Como consigo viver nesse mar de insatisfação
Todos em seus lugares, em suposta alegria

No deserto das nossas vidas calmas
No sereno de nossas almas mortas

Tudo o que imagina é pura solidão
Associação a margem de erro do passado
Preso em jaulas de ignorância

Siga o caminho mais certo
Saberá qual melhor decisão
Se essa imensidão dissipar

No inferno de humilhações
Na caverna dos dragões

Tudo tem seu fim, sempre disposto a um final
Minha adorável cama coberta com sangue real
Em algum lugar você pôs sua ignorância
Em que lugar você colocou nossa infância?

Num mar de gente
Num ato indigente
No pranto ausente
No lugar do complacente

Diga amor ao coração
Sem final de emoção
A completa emancipação
Às vezes tudo indica humilhação

Na frente de um bar, dentro de um beco. Uso calça jeans e um jaleco. Será que sou médico? Ando em direção oposta evitando olhar o monte de gente caída e vomitando nas paredes. Às vezes acho que isso não é o mundo real. Queria poder viver novamente mina inocente infância. Onde tudo era colorido e a verdade era minha vida. Bons tempos, aquele onde todos te olham com sinceridade, onde a gente realmente assume nossas responsabilidades. Se ser adulto é mentir o tempo todo, prefiro viver como uma criança. Agora me encontro deitado em um sofá sujo de comida estragada. Queria ao menos uma vez olhar minha vida com seriedade. Não sei que sou e nem sei que vou ser. Só sinto saudades do tempo em que o verde era divertido e o cinza uma chatice.

domingo, 16 de novembro de 2008

No fim das contas...

Dançarinas do ar caminham em solo
Nos rádios dizem que o mundo vai acabar
Matadores da terra dizem não ao mar
Na TV tudo é muito estúpido

Mágicos do mar correm em direção ao véu
Nos jornais balbuciam algo sobre final
Comerciantes do fogo sopram em direção ao céu
Pessoas aglutinadas fofocando sobre um tribunal

Dentro desse furacão somos o pó
Dentro desse som somos a vibração
Dentro dessa velocidade, o movimento
Dentro dessa imagem, o coração

Elfos do verde amaldiçoam o vermelho
Padres e papas do amarelo citam deus
Cavaleiros do azul fedem a preto
Curandeiros do vermelho rezam para ateus

Músicos do preto destroem casa azul
Manifestantes do branco criam revolução
Intelectuais do branco protegem navegador azul
Simpatizantes do preto não desistem da destruição

Como imagina sua vida, agora, minha armada cruz?
Como imagina minha vida, sua pobre garota luz?

Qual melhor final?

1- A vida passa pelos dedos daquele que tem sorte
Mãos na face não revelam a verdade da morte


2- Passageiros do trem despedem de sua vida
Viajantes que choram pela dor da perda

sábado, 1 de novembro de 2008

Sem esperança

Faça de conta que tem pena de mim
Faça de pena que tem conta de mim
Faça uma história de amor
Faça um amor de história

Tudo se inverte
Tudo se contrai
O feitiço retorna ao feiticeiro
E tudo se perde


Faça um poema de amor
Faça um amor de poema
Uma vida cheia de drogas
Uma droga cheia de vida

Morra antes que seja tarde
Tarde antes que seja, morra
A cópia descarada de um grito
O grito descarado de uma cópia

Tudo se contradiz
Tudo se altera
Nesses desencontros da vida
Tudo ainda se perde


Corra antes que acabe a fome
Fome, antes que acabe corra
Gordo para ser mais resistente
Resistente para ser mais gordo

Fim de um testemunho
Testemunho de um fim
Natureza chama por nós
Nós chama por natureza

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Sempre a navegar

Ô pai, deixa assim, como está
Vivo de ausências e de me isolar
Como posso ser alguém?
Amar é a emancipação de outrem

Ô pai, vivo assim, como vai
Digo que sim, mas às vezes não sai
Entrego-me com paixão as tuas margens
Vejo lá do alto, no reflexo, a tua imagem

Ô pai, como pode me deixar assim?
Sereno, no escuro, sozinho nesse mundo
Ademais não consigo mais ver outrossim
Desculpas já não servem nesse comedimento

Igualmente só eu me perco nesse mar de solidão
Sem voltar e sem amar, eu me vejo tragado pelo mar
Digo adeus aos que não presenciam essa ingratidão
E na outra direção eu me encontro no aquém-mar

Agora entrego a essência da minha alma
Deixo levar toda a minha carência
Para ver se consigo me elevar a espírito
Para ver engrandecer minha vivência

sábado, 30 de agosto de 2008

Culpado

Diante do meu próprio trono me declaro culpado
Culpado pela falta de vontade
Pela miséria e pela fome
Pelo comodismo que nos controla
Pelo fato de não viver mais em comunhão
Com a Natureza, com os indivíduos da sociedade
Me declaro acima de tudo um derrotado
Onde ninguém mais consegue ver o horizonte
Ninguém mais consegue levantas o próprio corpo


Me declaro inocente e falso
Por não perceber que perderíamos o controle
Por não notar que cederíamos a tão pouco
Por não avisar a tempo os que não têm tempo
Por não ver a luz e a escuridão, por ver nada
Por não ter tempo para perder tempo

Me desculpo com aquele que me deu tudo isso
A vida!
Aquele em que todos acreditam até o ateu
Aquele cujo nome não vale, mas sim o seu feito
Desculpo com a Natureza, a perfeita criação
Fomos tolos e covarde ao não perceber tamanha beleza
Me desculpo com ela, com ele
E com todos por não saber o que fazer

Perdão minha tão monótona e culposa vida
Espero, numa próxima oportunidade, te agradar

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

A volta do retorno suspeito

'Uma testa de ferro ou talvez seja só um segredo a ser revelado. Foi isso que pensou quando viu o corpo estendido no chão. Foi levado há outro lugar quando imaginou ser alguém conhecido. Observou direito e viu que não era, isso foi só sua mente extremamente criativa tentado não fugir de outro problema. Ele não conseguia ficar ali parado vendo todo aquele sangue e sujeira em volta do corpo. Parecia que a mulher tinha tentado se matar de tanto comer, pois tinha muito vestígio de comida em volta do cadáver. Ele não era policial, então porque estava ali, se perguntava. "O que diabos eu estou fazendo aqui nesse apartamento?"'

Esse é o primeiro parágrafo do meu livro. Será um livro com varias historias. Ainda não tenho capacidade de escrever um livro todo. Por isso começo por contos, digamos assim. Vou colocar umas três ou quatro historias, duas já estão em andamento. Agora vamos terminar elas e concluir o resto para mandar para a gráfica e para a editora. Boa sorte. Eu sei que eu sou capaz.

Pois é, sei que sumi, mas em sei ainda quem eu sou. Por isso preciso ficar só para me achar. Para me descobrir. Vou seguir meu caminho. Vou me fazer o que gosto e eu gosto é de música. Por isso vu me formar em música. Vou começar a estudar música erudita. Vou treinar meu ouvido e minha percepção musical. E, como diz um publicitário, trabalhar com meu hobbie. A música e as palavras.

"Pois é, não deu, deixo assim como está sereno."

Todo dia é nublado, todo dia é o contrário.
Todo dia é como se fosse o dia passado.
Todo dia é, na verdade, nada e nada é certo.
Todo dia é o mesmo que o dia anterior.

Sempre penso em como viver
Me esqueço que não é fácil
Lembranças do passado, viu?
Assim eu me perco no viver

Todo mês é um mês promiscuo
Todo mês vem e vai como o outro mês
Todo mês acaba no ultimo dia do mês
Todo mês tem o mesmo compromisso

Acho que 12 meses são um ano
e 30 dia um mês, e já passou a sua vez

Acho que você se esqueceu de me perguntar
Se a minha vida era igual sua, ou quem sabe
Se o meu caminho tem que ser igual ao seu

Deixe-me passar o dia e o mês sem nada
Só quero saber quem eu sou, não quero...
Sua vida, sua magoas e nem suas meias