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domingo, 7 de dezembro de 2008

A vida sem conexões

Dirijo um velho carro que não sei mais para aonde vai. Dirijo uma velha lembrança, antigas passagens. Parece um taxi. Talvez seja somente o meu passe. Vou para onde ninguém quer ir. O outro mundo, onde a dor habita a luz e a paz o escuro.

Para onde vamos? Quem somos? Porque somos? Porque pensamos? Porque não vivemos como animais, somente pelo instinto, nosso mais puro e nobre sentimento. Escondemo-lo em nossos bolsos, como se ele nunca existisse e vamos vivendo como seres civilizados. Seres moralmente certos, que diante da hipocrisia vestem a roupa suja das palavras, leis, constituições, votos, representantes, justiça (cega? então porque juízes dirigem carros que custam mais que a casa de uns? não são cegos?). Será que ainda vale a pena viver entre pessoas que nem ao menos notam você? Será que vale a pena sobreviver nessa nova selva imunda de desgostos? Será que a verdadeira selva não é melhor?

Enquanto eu dirijo, pessoas do outro lado do mundo dormem. Como se nada tivesse acontecido. Enquanto me dirijo ao abismo, pessoas ao meu lado se iludem achando que estão no topo do mundo. Ninguém é perfeito e nada mais importa, já que estamos a alguns passo da extinção. Aquecimento global. Destruição das floresta. Poluição dos rios. Extinção dos animais. O que mais temos para fazer?

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

A volta dos que não foram

Depois de 5 dias retorno ao blog para uma nova postagem. Depois de duas que quase ninguém leu ou se leu não quis comentar. Infelizmente ou felizmente... Sei lá! Sempre tem 'à volta!'.

Estou despontado... sem graça, sem nada para postar. Prometi um post sobre o beijo de uma menina moça mulher, peço perdão a ela, eu estou sem inspiração para escrever sobre o beijo. Quer dizer estou sem beijar, apesar de tê-la beijado a uma hora atrás. Preciso de mais para escrever. Hehehe

Mas nesse post só posso falar que estou completamente perdido. Sem rumo na vida, quero largar a faculdade, o trabalho, tudo o que relacionado ao mundo atual e viver sem pressão, sem preocupações. Me chamem de vagabundo, mas não estou conseguindo me adaptar a vida cotidiana da maioria. Essa rotina só me deixa triste, parece que eu não devia estar nesse lugar, nesse momento. Como disse uma amiga: “Para o mundo que eu quero descer!”.



Ponto final

| Bobby Brown - Frank Zappa | Catholic Girls - Frank Zappa | My Guitar Wants To Kill Your Mama - Frank Zappa | Titties and Beer - Frank Zappa | Amigo Urso - Resposta do Amigo Urso - Gabriel O Pensador | Xaxado Chiado - Gabriel O Pensador | Cantão - Gabriel O Pensador |




domingo, 4 de novembro de 2007

Sempre no mesmo erro

Perdi completamente a vontade de escrever um post, estava escrevendo um e de repente resolvi fechar o word e perdi tudo...burro, poderia pedir para salvar né...me dei mal. Agora vou só resumir o que estava escrevendo. Falava sobre minha revolta com o fato de eu não conseguir fazer música sendo que o meu maior sonho é viver de música. Uma contradição triste. Dizia que um dia eu ainda viverei de música, nem que seja sozinho em um canto qualquer tocando músicas o dia todo num violão quebrado. EU AINDA VIVEREI DISSO! Sou um merda em comparação a muitas pessoas, mas tenho meu valor. Ainda não sei qual é, mas sei que tenho igual a todo mundo.


|Interligado - Cachorro Grande | Velha Amiga - Cachorro Grande | Foreign Complaint - Vanguart | No Surprises - Radiohead | Creep - Radiohead | Still Take You Home - Arctic Monkeys | When The Sun Goes Down - Arctic Monkeys | Choo Choo - Arctic Monkeys | Fake Tales Of San Francisco - Arctic Monkeys | Do The Evolution - Pearl Jam | California Waiting - Kings Of Leon|

Ai em cima se encontra a seqüência de músicas que escutei durante o post. Agora em todo post terá uma seqüência dessas. Assim dá para ter uma idéia de quanto tempo levei escrevendo e as músicas que escuto quando posto.

Agradeço a todos pela constante visita, e peço para que, se puderem, divulguem esse blog.

Sempre estarei aqui, não me sinto tão especial, mas tenho que ficar aqui. Nesse lugar, escuro, frio, como se fosse uma prisão. Fecho-me dentro de mim mesmo, eu mesmo, tu mesmo, nós mesmos. Sozinho, imagino um mundo lá fora, e ele é só meu. Porque não quero ninguém me perturbando. Sou lindo, inteligente e todos me adoram nesse mundo. Que legal, um mundo só meu. Tenho medo de descobrirem ele e destruírem ele por isso o guardo num local secreto. Dentro da minha mente. Nos meus pensamentos, assim não corro o risco de perdê-lo. Meu mundo! Apresento agora a quem eu quiser. Se não me aceitam nesse mundo eu faço o meu. Queria que fosse um poema, queria que eu me transformasse numa linda música. Sempre pra frente. Sempre pra sempre. Da onde vem tanta dor? Do meu coração - eu respondo. Da onde vem tanta dor, meu filho? Diga-me! Da onde vem tanto sofrimento?
Por um instante eu existo, eu hesito, eu maquio o real. Escondo o errado e o que me incomoda. Assim, fácil dessa maneira, eu espanto para longe tudo aquilo que me convêm. Tudo que me mostra a verdade. Porque isso? Porque eu tenho medo de viver. Medo de magoar as pessoas, assim como eu fazia quando era criança. Sei muito bem que não posso ser perfeito, me cobro muito isso, mas não entendo isso. Continuo tentado descobrir o impossível. Continuo errando comigo e com todo mundo. Sempre pra vitima.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Como começar?

Sei lá, talvez seja à hora de parar. Deveríamos parar no tempo e analisar todos os nossos erros porque ultimamente estamos cometendo os mesmo erros de sempre. Parece que ainda vai demorar muito para aprendermos alguma coisa, o planeta não irá agüentar tanto tempo assim. Devemos então parar e pensar? Será que isso é um bom começo, não sei, talvez sim... Talvez não.

Mas sinceramente não tenho mais vontade de estar por aqui vendo tudo do jeito que está. Vejo-me fora e às vezes dentro dessa confusão, me sinto triste por ter consciência e inútil por não fazer nada. Subir em cima de um carro no centro da cidade e gritar, mandar todo mundo parar porque está tudo errado... Ou será que não está? É só coisa da minha cabeça, quando se vive com medo, você começa a pensar muito e na maioria das vezes são em coisas que não tem sentido, como dizem, "cabeça parada é obra do diabo", alguma coisa do tipo.

Ah se fosse como um filme, ou uma historia em quadrinhos, ou um desenho. Tudo seria fácil e conseguiríamos resolver os problemas mais rápidos e de forma simples. É exatamente ai que tudo se perde, acho que estamos criando a ilusão de que nossa vida é como um filme. Um filme dramático, de suspense e cheio de ação.

Isso ai é um bom começo, uma abertura de tirar o fôlego, palavras que foram jogadas ao vento e que um dia, com muita esperança, serão ouvidas.