Enfim, depois de textos desprezíveis algo digno de se compartilhar com ninguém.
Hoje, por volta de umas 01:30 da madrugada de segunda, eu estava na porta do PS da UFU, no bairro Umuarama, quando uma mulher (ou uma senhora) viúva, segundo ela, me abordou na chuva pedindo ajuda. Disse que teve um câncer perto do rosto, me mostrou a cicatriz, por isso tinha uma parte dele paralisado, com medo de se aproximar de uma estranho ela se manteve a mais ou menos uns 2 metros de distancia, e falava em um tom mais baixo, por isso a dificuldade de escuta-la.
Me explicou que tinha um filho que precisava de um leite especial, do tipo sem lactose, eu conhece esse leite porque um primo meu tomava só dele também (ela expressou um sorriso e juntou as mãos como se agradecesse a alguém por eu já conhecer o problema do filho dela), me disse o nome do leite, e falou que precisava de ajuda para comprar o leite. Me contou uma história muito detalhada, falou que uma senhora de alguma igreja de Uberlândia disse que a iria ajudar, mas que só poderia depois de 2 dias.
E ainda me contou da história do falecido marido dela, que ela não poderia estar naquele tempo por causa do problema da paralisia facial e que estava meio adoentada, sua garganta estava ruim. Eu disse a ela para ir para casa cuidar de seu filho ou então procurar ajuda no hospital, que do outro lado da rua. Ela disse que precisava ajudar seu filho.
Tinha uma aparência muito estranha, no inicio pensei que era para usar crack ou outro tipo de droga, mas depois que escutei a historia dela, joguei fora meus preconceitos e tudo o que sempre dizem ("Não dê esmola porque eles sempre compram drogas"). EU ACREDITEI NELA. Eu simplesmente me livrei dos pre-julgamentos, pre-conceitos e das suspeitas, e acreditei nela. É isso que eu acho que falta algumas vezes em nossas atitudes no dia-a-dia.
Ela ficou muito feliz quando tirei da minha carteira 7 reais. São 7 reais que não me farão falta, não ficarei mais pobre. Isso seria um dinheiro para que eu comprasse chocolate, refrigerante, salgado, algo para saciar o meu costume com o conforto. É mais confortável eu comprar isso do que chegar em casa e fazer comida. E ainda é menos saudável.
Ela ainda está lá, imagino. Pedindo. Chorando. Desistindo. Mas ela ficou feliz por saber que ainda existem pessoas que acreditam nela. Não importa o que fará com o dinheiro. Esse é outra decisão, existem outros fatores que a levem a usar o dinheiro para o que eu não sei ou o que acredito saber. Mas eu prefiro acreditar nas pessoas, que elas ainda são capazes de sorrir pelo outro. Em um mundo onde todo mundo 'puxa o tapete' de todo mundo, algumas pessoas que não o faz ainda existem.
Rodolfo Machado
Obs.:
Jack Jonhson - The News Ben Harper - When She Believes
Devendra Banhart - Quédate Luna Foo Fighters - Razor
My Morning Jacket - I'm Amazed Tenacious D - Friendship
Violões voadores, guitarras submarinas e batuques indígenas. Um delírio da mente degenerada do vocalista. A minha e a sua proteção divina diária.
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
domingo, 31 de outubro de 2010
A insuportável tentativa de acabar com o mundo
Morte para todos que desejam viver um dia em paz. Assim começa o texto de um novo alguém, aquele que um dia já desejou ser ninguém. Caminha em passos largos ou curtos, até mesmo lentos e rápidos, e nada o faz pensar o contrário. O mundo como está já foi para o buraco, por isso mesmo que as pessoas se agarram em falsas expectativas de mudança. A pedra já foi cantada, a carta jogada, o tiro saiu pela culatra, e isso tudo nos parece agradável. É só mais alguns destinos destruídos, talvez em outra vida poderemos escolher um caminho melhor. Niilista, essa deveria ser a posição de todos, mas uns insistem no realista, na depressiva e no projetiva. O mundo está desmoronando ao nosso redor, vamos parar de ignorar. A criatura não precisa de um criador, ele não existe! Ela deve sim acreditar em si mesma e fazer alguma coisa para mudar essa ilusão.
Meus dias de normal hão de acabar no momento em que desejáveis palavras de afeto surgir. Palavras de verdade, frases esclarecedoras, gritos de dor. Toda verdade doí, isso é mais que certo, mas o tempo faz com que ela seja a base sólida que toda sociedade deseja. Veja o exemplo da vivência, a sociedade em que vivemos está mais devastada do que nunca, a política é uma piada e mesmo assim somos obrigados a acreditar nela. A segurança não nos protege mais, o trabalho não nos dignifica e sim nos aprisiona. Tudo é planejado para acreditar que isso é o certo, mas o que é o certo? Certo é matar o bandido porque a vida dele não vale nada? Certo é pagar os impostos direito porque o governo usa o dinheiro com toda responsabilidade possível? Certo é eu não te roubar porque você batalhou para ter o objeto material? Certo é eu casar com uma só mulher porque nossa raça é monogâmica? Certo é eu viver em um mundo que mente para mim o tempo todo?
Questionar faz parte de um cérebro pensante. Evoluímos do macaco porque a explicação certa é que o "suposto" deus moldou a gente e colocou a gente em uma forma de assar bolo? Sou feito de massa de bolo? Ou sou um animal, criatura, que a milhares de anos evolui de outra? Todo mundo o tempo todo está evoluindo, crescendo. Ou quem estuda não está aprendendo nada? Então tudo o que eu estudei não significa nada? Não evolui em nada, em entender o esquema de contagem humano e suas finitas formulas(matemática), o vocabulário para facilitar a comunicação entre os humanos(português), as histórias que atravessam séculos. Isso não é crescer? Aprender não é evoluir?
Será que a ciência precisa mesmo da religião, ou isso é só uma necessidade temporária. A religião tem o poder de arrastar multidões cegamente a acreditar em qualquer coisa. A ciência não(Ela ainda não conseguiu romper a barreira da confiança humana). A ciência consegue provar de forma lógica, simplificada e legal (no sentido de originalidade) o mundo que nos cerca. A religião não(Ela é contraditória e de fácil manipulação). Como disse um filosofo, a religião é uma imaturidade da humanidade. É somente um fase da humanidade, isso se ela sobreviver mais do que isso.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Crítica a sociedade (ou a mim)
É bem sensato falar sobre o estilo de sociedade em que vivemos. Porque (imagino) que a idéia inicial era, cria uma sociedade mais justa para todos viverem, e o que vejo não é o que parece. Criamos uma sociedade que mascará a verdade, que nós influência a acreditar que estamos felizes, sendo que felicidade é uma pequenina parte de nossas vidas. Essas que são ridiculamente pequenas diante da grandeza do universo e até mesmo da natureza (crua). Hoje em mais um dia de trabalho (sou cinegrafista do SBT) fui em um bairro muito humilde fazer uma matéria sobre o salário mínimo. Porque todo Ser Humano se cala diante da injustiça? Fiquei um pouco mal de reclamar e não gostar da minha vida (não porque tenho muito conforto, mais porque não sinto que estou no lugar certo) vendo o que aquela família passava. Depois li em um jornal que o rei ("rei!") de Butão (um pequeno pais budista espremido entre China e Índia) mudou a forma como o governo... governa. Lá eles não usam o PIB (Produto Interno Bruto) como forma de desenvolvimento de uma nação e sim o FIB (Felicidade Interna Bruta). Por mais que seja ideologia, acho que deveríamos seguir seu exemplo e dar mais valor a Ser Vivo que existe em todos, do que ao materialismo. Deixe a economia ruir e viveremos menos presos, um pouco mais livres de tantos conceitos. Esqueçam as cores, as formas e tentem se libertar do nosso 'EU' mundano. Eu particularmente ainda não consegui isso e como posso exigir isso das pessoas? Eu tento não cobrar mas tento ao maximo ser assim. Não perfeito, não ideal, mas um pouco menos egoísta, um pouco menos arrogante, um pouco menos ignorante e etc. Isso é só o começo de uma revolução ou, quem sabe, do fim. Para mim parece mais o fim, não me preparo para nada, só para o presente (apesar de não fazer nada para tentar mudar o mundo).
E o sensato a que me referi no inicio, essa é a definição da palavra: que tem bom senso, prudente, circunspecto. A Terra está indo em direção ao abismo, por isso é sensato discutir e implantar o mais rápido possível (assim como o iluminismo) uma nova forma de sociedade. Capitalismo, Socialismo, Anarquia, Monarquia, Republica, Democracia; isso é passado, e é lá que devemos deixá-lo. Vamos simplesmente ser animais.
Dica de música: With My Own Two Hands – Ben Harper
E o sensato a que me referi no inicio, essa é a definição da palavra: que tem bom senso, prudente, circunspecto. A Terra está indo em direção ao abismo, por isso é sensato discutir e implantar o mais rápido possível (assim como o iluminismo) uma nova forma de sociedade. Capitalismo, Socialismo, Anarquia, Monarquia, Republica, Democracia; isso é passado, e é lá que devemos deixá-lo. Vamos simplesmente ser animais.
Dica de música: With My Own Two Hands – Ben Harper
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Sem chance
Hoje eu esqueço o passado e me vejo de volta ao futuro, como uma maquina no tempo. Viajo para onde quiser em minhas memórias, lembranças que não quero e que quero esquecer, atitudes que não gostei e que gostaria de fazer, pessoas que não gostei de conhecer e que gostaria de não conhecer. No fim de todas essas mudanças o resultado é o mesmo. Não adiantou, eu ter mudado o passado e mexido no futuro, eu vou ser sempre eu. Apesar de não aceitar teria que me acostumar a conviver comigo. Um duro carma que espero não demorar a passar. Veja só, como são as coisas da vida, as decisões e as nossas experiências. Quero ser ninguém para que ninguém volte a me incomodar. Medo da vida? Pode ser, só quero ser...
domingo, 7 de dezembro de 2008
Vida antes da catástrofe
Milhões de pensamentos envoltos de consciência austera. Milhões de pessoas passeando em cavalos de magoa. Será isso nossa alma?
Todo dia acho que ninguém mais vai me notar. Caminho entre pessoas que já vi na vida, e talvez, nunca mais virei, imaginando da onde vieram? Porque vieram? Quando vieram? Para que vieram? Para onde vão? Vão todos para as suas casas úmidas de problemas. Sinto que elas não me notam, acho até que não vêem, mas eu as noto. Não todas, somente as que me interessam. Será o certo? Porque não me interessar por todas, afinal são Seres Humanos.
Agora cachorros comem uns ao outros em busca de comida. Como se nada tivesse acontecido voltam e pedem carinho. Será isso nosso destino?
Porque será que pessoas maltratam umas as outras e agem puramente com segundas intenções por agirem em seus próprios interesses? Será que eu, (você, e todos que não lêem o que escrevo) são somente tapetes onde todos podem pisar na hora que quiserem e depois, quando você for útil vierem pedir ajuda? Você ajuda, e o que recebe em troca? Mais bordoada.
Em uma tarde nublada, pássaros invadem as casas por não terem onde se abrigar. Todas as árvores foram derrubadas. A chuva é acida. Queima as penas e mata-os de pena.
Eu quero ver onde o mundo vai parar. Mesmo sabendo que não estarei vivo para ver, mesmo sabendo que desejar o pior para o outro é moralmente errado. Mesmo sabendo que pedir pela desgraça alheia é religiosamente estúpido, eu desejo isso. Mesmo sabendo que rir de quem precisa de ajuda inconscientemente mal. Eu sinto isso, não nego, falo para que quiser ouvir. Porque nós esconder em mascaras de barro? Quando tudo acabar, e eu sei que esse dia ira chegar, eu vou ajudar, no meu mais puro sentimento (bonzinho). Quando perdemos nossa segurança do lar, nosso teto de concreto, nossa rua de asfalto, nossos carros e nossas roupas, nosso dinheiro e nossa civilidade.
continua...
Todo dia acho que ninguém mais vai me notar. Caminho entre pessoas que já vi na vida, e talvez, nunca mais virei, imaginando da onde vieram? Porque vieram? Quando vieram? Para que vieram? Para onde vão? Vão todos para as suas casas úmidas de problemas. Sinto que elas não me notam, acho até que não vêem, mas eu as noto. Não todas, somente as que me interessam. Será o certo? Porque não me interessar por todas, afinal são Seres Humanos.
Agora cachorros comem uns ao outros em busca de comida. Como se nada tivesse acontecido voltam e pedem carinho. Será isso nosso destino?
Porque será que pessoas maltratam umas as outras e agem puramente com segundas intenções por agirem em seus próprios interesses? Será que eu, (você, e todos que não lêem o que escrevo) são somente tapetes onde todos podem pisar na hora que quiserem e depois, quando você for útil vierem pedir ajuda? Você ajuda, e o que recebe em troca? Mais bordoada.
Em uma tarde nublada, pássaros invadem as casas por não terem onde se abrigar. Todas as árvores foram derrubadas. A chuva é acida. Queima as penas e mata-os de pena.
Eu quero ver onde o mundo vai parar. Mesmo sabendo que não estarei vivo para ver, mesmo sabendo que desejar o pior para o outro é moralmente errado. Mesmo sabendo que pedir pela desgraça alheia é religiosamente estúpido, eu desejo isso. Mesmo sabendo que rir de quem precisa de ajuda inconscientemente mal. Eu sinto isso, não nego, falo para que quiser ouvir. Porque nós esconder em mascaras de barro? Quando tudo acabar, e eu sei que esse dia ira chegar, eu vou ajudar, no meu mais puro sentimento (bonzinho). Quando perdemos nossa segurança do lar, nosso teto de concreto, nossa rua de asfalto, nossos carros e nossas roupas, nosso dinheiro e nossa civilidade.
continua...
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Como Se Fosse A Primeira Vez
Queria expressar tudo isso com uma só palavra, mas não consigo. Tenho o direito de escrever, a vontade de ler e a paciência de existir. Queria expressar meus sentimentos com uma só palavra, mas esse texto não me permite. Tenho levado a vida com uma grande facilidade, até esbarrar na palavra 'amor'. Essa é a palavra, a dor e a confusão. PAIXÃO.
Pudesse eu ter de volta o gosto de seu beijo
Seria como voar sabendo que eu iria cair
No ar eu pensaria, eu não vôo.
São reflexões, imagens que nos remetem à dor.
Tudo nos leve de volta a velha pergunta
A velha guarda, nada muda, mascará
O que era ruim ontem, hoje continua.
Mudam só a ordem, o alfabeto, as cortinas.
A casa continua a mesma, no mesmo lugar.
Nada rima, nada faz sentido, tudo faz amor.
Como se fosse a primeira vez que nadamos
Ah se fosse a primeira vez que transamos
Meu quarto esta intacto, imagino o infinito.
Jazz na vitrola, guitarra nas mãos, tudo flutua.
Toco, canto, pulo, tudo pensando em você.
Desligo o som e faço mímicas para que venha a mim
Não vejo hora de te abraçar mais uma vez
Peco a deus mais um beijo seu e em troca entrego...
A vida toda esperei por esse momento
Porque não enfrenta-lo, derrota-lo, destruir esses pensamentos.
Isso é só para você, você! Minha bela amada.
Essa mulher que me deixa de perna bamba
Deixa-me envergonhado, me deixa triste e confuso.
Ela não me permite abraçá-la, era o que eu mais queria.
Deusa da minha vida, amor da minha imaginação.
Tudo perfeito exeto pelo fato de não sermos perfeitos
Tudo retorna ao inicio, mãos suadas, frias como o inverno.
Olhamos um pro outro e pensamos se isso dará certo
São reflexões, imagens que nos remetem à dor.
Tudo nos leve de volta a velha pergunta
terça-feira, 19 de junho de 2007
Como começar?
Mas sinceramente não tenho mais vontade de estar por aqui vendo tudo do jeito que está. Vejo-me fora e às vezes dentro dessa confusão, me sinto triste por ter consciência e inútil por não fazer nada. Subir em cima de um carro no centro da cidade e gritar, mandar todo mundo parar porque está tudo errado... Ou será que não está? É só coisa da minha cabeça, quando se vive com medo, você começa a pensar muito e na maioria das vezes são em coisas que não tem sentido, como dizem, "cabeça parada é obra do diabo", alguma coisa do tipo.
Ah se fosse como um filme, ou uma historia em quadrinhos, ou um desenho. Tudo seria fácil e conseguiríamos resolver os problemas mais rápidos e de forma simples. É exatamente ai que tudo se perde, acho que estamos criando a ilusão de que nossa vida é como um filme. Um filme dramático, de suspense e cheio de ação.
Isso ai é um bom começo, uma abertura de tirar o fôlego, palavras que foram jogadas ao vento e que um dia, com muita esperança, serão ouvidas.
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